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Além das iniciativas nacionais, também há projetos em nível local e regional em outros países africanos que prometem às mulheres acesso a abortos seguros. A metrópole econômica nigeriana Lagos, por exemplo, planeja oferecer abortos em hospitais públicos. A cidade de 15 milhões de habitantes poderia, assim, tornar-se pioneira em uma lei liberal de aborto em um país com enormes disparidades econômicas, culturais e sociais, no qual há uma forte resistência cultural e religiosa ao aborto em regiões individuais.

Aborto ainda é tabu

Em muitas sociedades africanas, a questão do aborto ainda é um tabu. As opiniões sobre o assunto divergem, como foi o caso quando a DW colocou a questão do direito ao aborto em discussão em um programa para jovens africanos. Muitos jovens críticos da liberalização das leis de aborto em Serra Leoa participaram do debate.

“Os direitos humanos já se aplicam a crianças ainda não nascidas no útero. Essas crianças inocentes estão clamando por homens e mulheres corajosos para defenderem seus direitos com coragem”, disse Pender Aghogho, um usuário de mídia social da DW.

E outro usuário, Simony Kuban, concordou: “Nossas meninas estão fazendo abortos, mesmo que não seja legal. Então eu rejeito esta proposta do presidente de Serra Leoa”. A proposta de Julius Bio, disse Kuban, é “má e bárbara”.

Proteger a gestante, mesmo em situação legal difícil

Em muitos países africanos, o acesso ao aborto seguro continua muito restrito. O aborto ainda é ilegal em oito países, de acordo com o Centro de Direitos Reprodutivos. Em Madagascar, por exemplo, trabalhadores médicos que secretamente realizam abortos em mulheres podem pegar até 10 anos de prisão. No entanto, de acordo com o CRR, quase 75 mil abortos são realizados em Madagascar a cada ano.

“Tentamos salvar a vida de mulheres grávidas, mesmo em países onde o aborto é ilegal”, diz Jean Kalibushi Bizimana, consultor de obstetrícia e ginecologia da organização de ajuda Médicos Sem Fronteiras, em entrevista à DW. Ele acrescenta que sua organização está fazendo todo o necessário para garantir a confidencialidade e a segurança das mulheres. “Se a vida e a saúde das mulheres estiverem em perigo, não hesitamos em realizar abortos no local – apesar das leis restritivas do respectivo país”. Este é um princípio com o qual todos os médicos do mundo devem se sentir comprometidos, diz Bizimana.





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