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Com alta rejeição por mulheres em todas as faixas de renda, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta, agora, voltar sua campanha de reeleição à Presidência ao público feminino. Em entrevista ao SBT esta noite, o chefe do Executivo falou que defende as mulheres.

Perguntado se ele assinaria a Carta Pela Democracia, endossada por outros pré-candidatos à Presidência, Bolsonaro falou que “não preciso falar se sou democrata ou não, olha as minhas ações” e emendou: “Eu defendo as mulheres do Brasil. 90% dos títulos de reforma agrária são dados para mulheres, dentre os 18 milhões que recebem o Auxílio Brasil 15 milhões são mulheres”.

O mandatário ainda disse que a carta é “política” e, novamente, rivalizou com os candidatos de esquerda, afirmando que “o outro lado” defende a legalização das drogas e a “ideologia de gênero”.

Ao tentar apelar ao eleitorado feminino, o presidente tem apostado no destaque de sua esposa e primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Apesar disso, o pré-candidato do PL segue fazendo comentários machistas, inclusive sobre a própria mulher.

Em uma conversa com apoiadores na semana passada, Bolsonaro ouviu elogios a Michelle por sua inclusão de Libras (Língua brasileira de sinais) em eventos oficiais e rapidamente desviou do assunto: “Parabenizar por me aturar?”, falou primeiro.

“Mas como ela falava muito alto comigo em casa eu falei ‘tu vai aprender Libras’ e ela aprendeu Libras“, completou.

A rejeição do eleitorado feminino a Bolsonaro foi registrada em pesquisa do Datafolha, sendo considerada alta entre as mulheres de todas as rendas. Com o ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o público feminino tende a rejeitá-lo mais conforme o ganho salarial aumenta.

O levantamento também apontou que Lula tem vantagem entre as mulheres independentemente da classe social e que ele seria o vencedor em todas as faixas salariais, se consideradas apenas as eleitoras. O petista lidera a maioria das pesquisas de intenção de voto, sendo seguido por Bolsonaro no segundo lugar.

Confusão com Bolsa Família

Durante a entrevista, Bolsonaro trouxe à tona o Auxílio Brasil. O programa social é o Bolsa Família, criado originalmente pelo governo de seu principal rival, Lula.

Em uma das vezes hoje em que citou o programa repaginado, o chefe do Executivo se confundiu e o chamou pelo nome antigo, Bolsa Família. Rapidamente, Bolsonaro se corrigiu e prosseguiu.

Apesar de ter se exaltado ao falar de supostas pautas de esquerda para as eleições, o presidente encerrou a entrevista falando sobre futebol, já que a emissora vai exibir o jogo de Corinthians e Flamengo pouco tempo depois do encontro com Bolsonaro.

Para isso, o presidenciável do PL até pendurou uma camisa de cada time atrás de sua cadeira para serem vistas ao longo da entrevista. Bolsonaro preferiu não declarar torcida para o jogo de hoje, se limitando a reforçar que o “Palmeiras vai ganhar no Qatar”.





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