You are currently viewing crianças com doença em SP têm entre 4 e 6 anos


As três crianças diagnosticadas com varíola dos macacos em São Paulo têm entre 4 e 6 anos, confirmou a Prefeitura da capital paulista ao UOL hoje. São um menino de 4 anos e duas meninas de 6, que estão “em monitoramento sem sinais de agravamento”, informou a Prefeitura.

Os casos foram confirmados ontem e são os primeiros da varíola dos macacos a serem identificados em crianças no Brasil. No total, a cidade de São Paulo teve 713 casos confirmados da doença até as 18h de ontem.

No Brasil, são 1066 casos da varíola registrados até o momento, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, que já trata a situação como um surto.

Uma morte pela doença também foi informada hoje pela pasta: a vítima era de Uberlândia (MG).

Surto é o primeiro estágio da evolução de contágio, antes de epidemia e pandemia, como a covid-19. Ele acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para usar esse termo, o aumento de casos deve ser maior que o esperado pelas autoridades.

Uma epidemia é quando um surto acontece em diversas regiões. Já a pandemia é quando uma epidemia se espalha por diversas regiões do planeta.

O Ministério disse que o controle da doença é uma prioridade do órgão, e anunciou que montará um grupo para coordenar a resposta com a participação de várias instituições de saúde, como o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Opas, braço da OMS nas Américas.

Veja o número de casos por estado:

  • São Paulo: 823
  • Rio de Janeiro: 124
  • Minas Gerais: 44
  • Paraná: 21
  • Distrito Federal: 15
  • Goiás: 13
  • Bahia: 5
  • Ceará: 4
  • Santa Catarina: 4
  • Rio Grande do Sul: 4
  • Pernambuco: 3
  • Rio Grande do Norte: 2
  • Espírito Santo: 2
  • Tocantins: 1
  • Acre: 1

Vacina contra a varíola dos macacos no Brasil

Ainda não há vacina disponível para a doença no país, mas o Ministério da Saúde diz negociar a aquisição.

“A pasta tem buscado as alternativas céleres para aquisição da vacina e articulado com a OPAS/OMS as tratativas para aquisição do imunizante. Dessa forma, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) poderá definir a melhor estratégia de imunização para o Brasil”, afirmou em nota.

Há cerca de uma década, a farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic desenvolveu um imunizante a partir do vírus vaccinia, que pertence à mesma família do smallpox (o causador da varíola humana) e do monkeypox. Nos Estados Unidos, ela é conhecida como Jynneos. Já na Europa, o nome deste produto é Imvanex.

Por ora, a vacinação contra o monkeypox começou apenas em partes da Europa e da América do Norte. A União Europeia, por exemplo, fez um acordo com a Bavarian Nordic que prevê a entrega de 110 mil doses.

Os Estados Unidos já possuem um estoque de 800 mil unidades da Jynneos/Imvanex, de acordo com o jornal americano The New York Times. Alguns locais, como Washington, Chicago e Nova York, iniciaram a campanha de vacinação por lá.

Quais os sintomas da varíola dos macacos?

A doença começa com febre, fadiga, dor de cabeça, dores musculares, ou seja, sintomas inespecíficos e semelhantes a um resfriado ou gripe.

Em geral, de a 1 a 5 dias após o início da febre, aparecem lesões na pele, chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas). Essas lesões aparecem inicialmente na face, se espalhando para outras partes do corpo. Elas vêm acompanhadas de coceira e aumento dos gânglios

Vale ressaltar que uma pessoa é contagiosa até que todas as cascas caiam —as casquinhas contêm material viral infeccioso — e que a pele esteja completamente cicatrizada.

Como é a transmissão da varíola dos macacos?

A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre as pessoas —a proximidade é fator necessário para o contágio. Sendo assim, a doença ocorre quando o indivíduo tem contato muito próximo e direto com um animal infectado (acredita-se que os roedores sejam o principal reservatório animal para os humanos) ou com outros indivíduos infectados por meio das secreções das lesões de pele e mucosas ou gotículas do sistema respiratório.

A transmissão pode ocorrer também pelo contato com objetos contaminados com fluídos das lesões do paciente infectado —isso inclui contato da pele ou material que teve contato com a pele, por exemplo, toalhas ou lençóis usados por alguém doente.

*Com informações da BBC Brasil





Source link

Deixe um comentário