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Com o fim do período para as convenções, os partidos oficializaram 12 candidaturas à Presidência da República —uma delas em meio a uma briga judicial. Só três, no entanto, têm apresentado desempenho superior a 5% nas pesquisas de intenções de voto, de acordo com o agregador de pesquisas eleitorais do UOL.

Até sexta-feira (5), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-governador Ciro Gomes (PDT) apareciam à frente nos levantamentos — com larga vantagem para os dois primeiros. O resto varia de 2% à não pontuação.

Os perfis das candidaturas são dos mais variados — desde partidos grandes e tradicionais, com importante presença na Câmara, como MDB e União Brasil, a siglas quase desconhecidas e estreantes no pleito, como UP; de veteranos na disputa, como o hexa José Maria Eymael (DC), a novatos como o coach Pablo Marçal (Pros), que foi preterido por uma ala do partido, mas afirma que vai manter sua candidatura — registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O período para convenções e registro de candidaturas, determinado pelo TSE, acabou ontem (5). A propaganda eleitoral é permitida a partir do dia 16. O primeiro turno ocorre em 2 de outubro.

Veja a seguir quem são os candidatos “desconhecidos” na disputa ao Planalto:

Lançamento da pré-candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República - Sergio Dutti/UOL - Sergio Dutti/UOL

Eymael em lançamento da pré-candidatura à presidência da República

Imagem: Sergio Dutti/UOL

José Maria Eymael (DC)

Último cargo político: deputado federal por São Paulo (1986-1994)

Aos 82 anos, José Maria Eymael disputa a Presidência pela sexta vez. Gaúcho de Porto Alegre, foi deputado federal por São Paulo por dois mandatos e participou da Constituinte de 1988. Apesar do alto número de disputas, ele nunca atingiu 1% dos votos em eleições presidenciais.

Seu melhor desempenho foi em 1998, com 0,2% dos votos válidos (nono lugar entre os 12 candidatos). Eymael não se diz de direita nem de esquerda. Porém, ao longo dos 60 anos de participação política, filiou-se tradicionalmente a partidos de direita. Como pauta principal, afirma que pretende promover a democracia cristã no país.

1º.fev.2022 - Leo Péricles, pré-candidato da UP a presidente da República, vive em Belo Horizonte, na comunidade Eliana Silva - 1º.fev.2022 - Magê Monteiro/UOL - 1º.fev.2022 - Magê Monteiro/UOL

Leo Péricles vive em Belo Horizonte, na comunidade Eliana Silva

Imagem: 1º.fev.2022 – Magê Monteiro/UOL

Leonardo Péricles (UP)

Último cargo político: nenhum

Formalizada em 2019, a UP participará pela primeira disputa à Presidência da República com Leonardo Péricles, 40, líder de movimento social e presidente nacional do partido. Técnico em eletrônica, mecânico de manutenção de máquinas e apoiador do socialismo, o único homem negro na disputa defende uma Constituinte formada por trabalhadores, “a maioria do povo”.

Entre suas propostas, também está revogar o teto de gastos e as reformas trabalhista e previdenciária, além de reestatizar empresas que foram privatizadas, taxar fortunas e viabilizar uma reforma urbana em prol da moradia — sua bandeira nos movimentos sociais. Também defende a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas semanais, sem perda salarial.

Luiz Felipe D'Ávila, pelo Partido Novo - Divulgação/ Novo - Divulgação/ Novo

Luiz Felipe D’Ávila, na convenção do Partido Novo

Imagem: Divulgação/ Novo

Luiz Felipe D’Ávila (Novo)

Último cargo político: nenhum

Empresário e escritor, D’Ávila nunca se candidatou ou ocupou qualquer cargo público. Em 2018, chegou a disputar as prévias para o governo de São Paulo pelo PSDB, vencida pelo ex-governador João Doria (PSDB), e participou da coordenação de campanha do ex-governador Geraldo Alckmin (hoje PSB) à presidência do partido.

Em outubro do ano passado, foi convidado pelo Novo a se filiar à legenda com plano de lançar a pré-candidatura ao Planalto.

Pablo Marçal, lançado pelo Pros - Reprodução - Reprodução

Pablo Marçal, lançado pelo Pros

Imagem: Reprodução

Pablo Marçal (Pros)

Último cargo político: nenhum

Goiano, Marçal é coach, empresário e escritor de autoajuda e está em sua primeira empreitada em disputa pública. Ele apareceu no noticiário nacional em janeiro deste ano, quando liderou a subida de um grupo ao Pico do Marins (SP). Com discurso motivacional, ele ignorou alertas de ventos fortes, levou mais de 30 pessoas à “expedição” em meio a uma tempestade e teve de ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

Sua candidatura faz parte de uma disputa interna entre as lideranças do partido — o Pros mudou de comanda três vezes entre domingo (31) e sexta-feira, último dia para que as convenções fossem realizada, de acordo com prazo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Marcus Holanda, que retomou a direção do partido no STJ (Superior Tribunal de Justiça) na noite de quarta (3), endossa candidatura de Marçal, enquanto Eurípedes Júnior, fundador e presidente da sigla que voltou ao comando na sexta, declara apoio à chapa de Lula e do ex-governador Geraldo Alckmin (PSB).

O ex-deputado Roberto Jefferson participa do protesto pró-armas na Esplanada dos Ministérios - Pedro Ladeira/Folhapress - Pedro Ladeira/Folhapress

Roberto Jefferson participa do protesto pró-armas na Esplanada dos Ministérios

Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Roberto Jefferson (PTB)

Último cargo político: deputado federal pelo Rio de Janeiro (1983-2005)

O fluminense Roberto Jefferson estreou na vida pública no início dos anos 1980 como participante de programas populares na televisão. Deputado por seis mandatos consecutivos, destacou-se no Congresso ao defender o ex-presidente Fernando Collor (PTB) do processo do impeachment e ao ser o principal delator do mensalão, no governo Lula (nos anos 2000) —o que levaria à cassação do seu mandato, em 2005.

Nos últimos anos, aproximou-se do governo Bolsonaro e se envolveu em pautas antidemocráticas e pró-armamento, que antes era contra. No ano passado, foi preso por suspeita de envolvimento em uma milícia digital que atua contra a democracia. Atualmente, está em prisão domiciliar.

A senadora Simone Tebet (MDB), candidata à Presidência, e sua vice, senadora Mara Gabrilli (PSDB) - Reprodução - Reprodução

A senadora Simone Tebet (MDB), candidata à Presidência, e sua vice, senadora Mara Gabrilli (PSDB)

Imagem: Reprodução

Simone Tebet (MDB)

Último cargo político: senadora por Mato Grosso do Sul (2019-atual)

Filiada ao MDB desde 1997, Tebet começou a carreira política em 2002, quando foi eleita deputada estadual pelo Mato Grosso do Sul. Depois de dois anos, deixou o cargo para concorrer à prefeitura de Três Lagoas (MS), onde ficou por seis anos, até tornar-se vice-governadora do estado no segundo mandato de André Puccinelli (MDB), em 2011.

Em 2018, foi eleita ao Senado e, no ano passado, se destacou pela participação na CPI da Covid.

Alçada como candidata da chamada “terceira via”, numa aliança com PSDB e Cidadania, Tebet ainda não despontou nas pesquisas como aliados esperavam. Sem apoio geral do partido, que tem parte das lideranças favoráveis a Lula, ela formará uma chapa inteiramente feminina, com a também senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) como vice.

Sofia Manzano participa dos atos de 1º de Maio em São Paulo - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook

Sofia Manzano participa dos atos de 1º de Maio em São Paulo

Imagem: Reprodução/Facebook

Sofia Manzano (PCB)

Último cargo político: nenhum

Esta é a quarta vez desde a redemocratização que o centenário PCB aponta candidato próprio à presidência. A economista paulistana Sofia Manzano, 50, foi a escolhida para encarar o pleito. É a primeira vez que ela se lança a um cargo majoritário. Em 2014, compôs a chapa de Mauro Iazi (PCB) como vice, mas acabou em décimo lugar, com 0,05% dos votos, à frente apenas do PCO.

Manzano classifica como “um erro” qualquer tipo de aliança de partidos de esquerda com a direita. “Todas essas possíveis costuras, a conversa com o MDB, essa procura de coalizão que chamo de centro-direita, estão muito mais voltadas a reproduzir uma relação de classe mais rebaixada ainda do que era em 2003 [quando Lula assumiu].”

Senadora Soraya Thronicke, escolhida pelo União Brasil - Geraldo Magela/Agência Senado - Geraldo Magela/Agência Senado

Senadora Soraya Thronicke, escolhida pelo União Brasil

Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

Soraya Thronicke (União Brasil)

Último cargo político: senadora pelo Mato Grosso do Sul (2019-atual)

Última a entrar na disputa, Thronicke tornou-se pré-candidata na última terça (2), quando o deputado Luciano Bivar (União-PE), presidente do partido, retirou seu nome para concorrer à reeleição.

De perfil conservador, Thronicke foi eleita em 2018, sua primeira eleição, pelo PSL em apoio a Jair Bolsonaro. No Senado, ela faz parte de bancada agro e chegou a presidir a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária entre 2019 e 2021.

Vera Lúcia (PSTU), pré-candidata à presidência - Romerito Pontes/Divulgação - Romerito Pontes/Divulgação

Vera Lúcia em ato político do PSTU

Imagem: Romerito Pontes/Divulgação

Vera Lúcia (PSTU)

Último cargo político: nenhum

Aos 54 anos, Vera Lúcia disputa a segunda eleição presidencial pelo partido que ajudou a fundar. Pernambucana de Inajá, Vera cresceu em Sergipe, onde se formou em Ciências Sociais pela universidade federal e participou da fundação do PSTU.

Em 2018, concorreu pela primeira vez à Presidência, mas acabou em décimo lugar, com 0,05% dos votos. Única mulher negra a concorrer na disputa à presidência neste ano, Vera defende “reverter a lógica” do capitalismo, expropriar a riqueza dos bilionários e revogar as reformas trabalhista e previdenciária.





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