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O líder da minoria no Senado, Jean Paul Prates (PT), entrou hoje com um novo pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, existem outros pelo menos outros 144 pedidos pendentes de análise na Câmara dos Deputados.

Desta vez, a motivação para o pedido foi a transmissão na última segunda-feira (18) pela TV Brasil em que o presidente fez ataques ao sistema eleitoral brasileiro e às instâncias do Poder Judiciário em reunião com embaixadores se utilizando de argumentos repletos de falácias e mentiras.

Prates afirma que Bolsonaro atentou contra a Constituição e a legislação eleitoral ao utilizar recursos públicos para promover o que chamou de “um ato eleitoral”.

“Bolsonaro sabe muito bem que foi derrotado pelo parlamento na tramitação da proposta de emenda à Constituição do voto auditável (PEC 135/2019). A matéria foi rejeitada pela Câmara e arquivada em agosto do ano passado. Agora, ele tenta empurrar as forças armadas contra o TSE a título de sugestões técnicas”, o senador afirma.

Ainda segundo ele, Bolsonaro estaria citando nominalmente ministros do Supremo que oficiam junto ao TSE para que qualquer decisão desfavorável a ele tenha em si um manto de suspeição e parcialidade.

Outros pedidos de impeachment contra Bolsonaro

Já em fevereiro do ano passado, Jair Bolsonaro tinha batido recorde de pedidos de impeachment, que antes pertenciam à Dilma Rousseff. Naquela época, o presidente tinha 69 pedidos contra si, ou seja, de lá para cá acumulou mais 76 pedidos.

Agora, em média, aconteceu um pedido de impeachment de Bolsonaro a cada pouco menos de 9 dias.

Entre outras razões, a pandemia de coronavírus motivou uma série de pedidos, vindas de outros políticos e partidos, mas também de entes da sociedade civil.

As constantes manifestações antidemocráticas, como justamente os ataques ao sistema eleitoral brasileiro ou aos outros poderes, são alvos também de diversas tentativas de afastá-lo do poder.

O presidente também coleciona pedidos de impeachment por quebra de decoro, ataques à imprensa, improbidade administrativa, abuso de poder, desmonte aos órgãos de combate à corrupção, entre outras medidas de esvaziamento de políticas públicas.





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